ARQUIVO ESPIRITA

Divulgação da Doutrina Espirita

August, 2007

 

INFERNO, PURGATÓRIO E CÉU


Mundos

INFERNO, PURGATÓRIO E CÉU

Depois do desencarne, os objectivos conseguidos através das nossas obras no plano material determinam a situação de vida que o Espírito vai ter no plano espiritual. No intervalo de suas existências corpóreas o Espírito permanece por tempo mais ou menos longo no mundo espiritual, onde é feliz ou infeliz segundo o bom ou mau uso do seu livre-arbitrio. A vida espiritual é a vida real. Nela o espirito progride igualmente e adquire conhecimentos que poderia não auferir na Terra. Aí se prepara para jornada que se aproxima no plano fisico, até que se purifique e deixe de ter necessidade de novas experiências corpo fisico.

O Espírito, portanto, depois de desencarnado, vai habitar num local segundo a sua identidade moral e afinidade.

Será inferno, purgatório ou ceu!



Vejamos a opinião da Doutrina Espirita


INFERNO


O Inferno é uma expressão bíblica, usada pelas religiões convencionais .Seria local para onde iam os maus. Esta imagem foi criada pela doutrina cristã e originária do paganismo.. Não tendo o perfeito entendimento da vida espiritual, nem da justiça de Deus, imaginou-se que os homens maus só poderiam merecer um castigo eterno.

Criavam a temencia a Deus, tendo- O como castigador implacavel.

A Doutrina Espírita veio nos esclarecer sobre esse importante dogma das penas eternas, passado pelas religiões da época. Ensina que o Inferno é a morada temporária de entidades primitivas e de baixa moral, inimigas do Bem e revoltadas contra ajustiça Divina. Dentro da várias moradas, nessas permanecem transitoriamente as almas dos que se comprazem no assassínio, no furto, na mentira, na luxúria e nas paixões humanas.

Os Espíritos desencarnados que vão para esses locais não ficam neles definitivamente. Eles permanecem la por períodos de tempo, até que surjam novas oportunidades de reencarnação. Todos os Espíritos inferiores, amigos do erro, cedo ou tarde encontrarão a chaves da libertação através do esclarecimento reencarnatório.

O inferno, ou trevas segundo a Doutrina Espírita, é um estado de consciência compartilhado por aqueles cujas fragilidades viciosas e sentimentos negativos predominam em sua individualidade, que se inclinam para o mal e se comprazem. São irmãos imperfeitos e ignorantes, que criaram o seu próprio inferno nas suas consciência e que, pela misericordia do Pai Celestial, através de sucessivas vidas também alcançarão a perfeição.


PURGATÓRIO


Purgatório é um termo usado no Catolicismo. Foi criado pela "necessidade" de alojar as almas dos irmãos com conduta mediana. Que achavam não merecer o céu.. Allan Kardec diz que o purgatório dos Espíritos também pode estar nos mundos de expiação.



"O purgatório não é, portanto, uma idéia vaga e incerta: é uma realidade material que vemos, tocamos e sofremos. Ele se encontra nos mundos de expiação e a Terra é um deles. Os homens expiam nela o seu passado e o seu presente em benefício do seu futuro" - (Allan Kardec - O Céu e o Inferno, cap. V, item 4 ).



PARAISO


È a morada dos Espíritos puros e dos bons Espíritos, que já adquiriram saber e moralidade. Alguns Espíritos que habitam essas moradas estão livres de encarnações, outros não. Os Espíritos puros podem reencarnar-se em mundos mais ou menos atrasados, para cumprirem missões.

Entretanto, não são mundos para ver a paisagem, como nos por vezes pensamos. Pelo contrário, são lugares de trabalho e acção no campo do Bem e do Saber. É onde o Espírito experimenta a verdadeira felicidade.



"A felicidade dos Espíritos de bem não está na ociosidade contemplativa, que seria, como frequentemente se diz, uma eterna inutilidade .



" ...A suprema felicidade consiste em desfrutar todos os esplendores da Criação, que nenhuma linguagem humana poderia exprimir, que a mais fecunda imaginação não poderia conceber. Consiste no conhecimento e compreensão de todas as coisas, na ausência de qualquer sofrimento físico e moral, na satisfação íntima, na serenidade do Espírito que nada altera, no amor que une a todos os seres e portanto na ausência de todo o aborrecimento proveniente da relação com os maus, e acima de tudo na visão de Deus e na compreensão de seus mistérios revelados aos mais dignos"



- (Allan Kardec - O Céu e o Inferno, cap. III, item 12).


Victor Passos

 
 

IMORTALIDADE DA ALMA

Imortalidade da alma

lmortalidade da Alma



A idéia da imortalidade é latente em todas as almas e é o incidente em todos os Credos antigos e modernos.

Nos tempos modernos, as idéias novas, referentes ao espiritualismo e imortalidade, necessitam difusão por toda parte. A concepção de um Deus terrível, criando a eternidade dos tormentos , segundo a teologia, que tem ensinado erradamente a idéia de um Céu, insípido, e um inferno aterrador, irremissivelmente eterno.

Antes de sermos humanos filhos de nossos Pais, somos espiritos filhos de Deus.


L.E. 85---Qual dos dois o mundo espirita ou corporeo, é o principal na ordem das coisas?


Resposta- O Mundo Espirita que preexiste e sobrevive a tudo.


Daí se infere que a nossa pátria verdadeira é a espiritual.Mundo fisico é umas escola, um campo de provas, onde burilamos o espirito. De lá viemos e para la um dia retornaremos em definitivo, após sucessivas treencarnações, quando estivermos completamente depurados.

Na parte II do Livro dos Espiritos, Capitulos I a X, estão incluidos os estudos sobre

“ O Mundo Espiritual ou Mundo do espiritos.”

Nele contem toda a relação de imortalidade da alma.Porém outras fontes a demonstram.

Vejamos:


As "provas" da imortalidade da alma

Constituem o núcleo central do Fédon, para a fundamentação das quais serão evocadas as várias teorias (Teoria da Ideias, da Reminiscência e da Reencarnação).

1º. Argumento: O devir faz-se através da sucessão ciclica de coisas contrárias. Esta teoria que remonta a Heraclito. Os contrários sucedem-se alternadamente. Do pequeno se faz o grande e do grande o pequeno. O sonho sucede vigilia, a decomposição composição, como a morte se sucede vida e esta quela. De acordo com este princípio, a existência terrena seria precedida de uma vida anterior oposta morte (teoria da metempsicose). Neste processo é contudo necessário, que algo permaneça através dos ciclos de vida e da morte: a alma, enquanto princípio da vida.

2º. Argumento: Reminisciência. Para que alguém recorde algo, é necessário que antes tenha aprendido.Aquilo que recordamos aprendemos numa outra existência, na qual a lama contemplou as ideias. Platão afirma deste modo que a alma pré-existe ao corpo e sobrevive sua morte.

3º. Argumento: Simplicidade da alma e sua afinidade com a Ideias . As coisas simples simples - as Ideias -, distinguem-se das compostas -os corpos -, por serem eternas, invisiveis e imutáveis. Num homem podemos distinguir a alma e o corpo. A alma é simples e o corpo é composto.Logo, temos que convir que alma pertencem todas as características que são próprias das ideias, sendo portanto imortal .

4º. Argumento: Incompatiblidade dos Opostos . As coisas particulares do mundo sensível tem existência e realidade quando participam nas ideias. Mas uma coisa não pode participar da Ideia que lhe é oposta (par no impar, calor no frio, saúde no frio, bom no mau). Ora a vida e a morte são opostos. A alma participa na ideia de vida, logo exclui a sua ideia contrária, a morte. A alma ao aproximar-se da morte ( o seu contrário) afasta-se, libertando-se. Podemos pois concluir que a alma é imortal.


PESQUISAS CIENTÍFICAS SOBRE A IMORTALIDADE DA ALMA


Muitos cientistas pesquisaram e reconheceram a autenticidade dos fenômenos espíritas.

· Na Inglaterra, os mais importantes foram Frederick William Henry Myers, fundador da Sociedade para a Pesquisa Psíquica; os físicos William Crookes e Oliver Lodge e o biólogo Alfred Russell Wallace.

· Na França, além de Kardec, destacaram-se Camille Flammarion e o fisiólogo Charles Richet;

· na Itália, o criminólogo Cesare Lombroso e o astrônomo Giovanni Schiaparelli;

· na Alemanha, o astrofísico Karl Friedrich Zöllner e o médico Albert von Schrenck-Notzing.

· Desde a idade remota os homens tinham idéias ou intuições sobre a imortalidade da alma. Povos indígenas tinham o costume de colocarem armas e utensílios no túmulo, numa possível referência a continuação da vida. Embora a imortalidade da alma tenha sido ensinada através dos tempos por todas as doutrinas espiritualistas, coube ao Espiritismo, não só confirmar esta evidência como através de fatos, comprovar sua realidade. Assim é que o Espiritismo vem oferecendo desde sua codificação ensejo a todos que desejem certificar-se da imortalidade. O desdobramento da personalidade humana, comprovado através de testemunhos indiscutíveis. Aparições expontâneas, os desdobramentos conscientes, materializações, fenômenos de incorporação, voz direta, psicografia, psicometria, sonhos e intuições são provas de que a vida futura não é mais um simples artigo de fé, uma hipótese.

· A imortalidade da alma é uma das mais importantes revelações para a humanidade, pois através dela, nos asseguramos da realidade do futuro e da certeza de que um dia, através de nossos esforços, atingiremos a perfeição a que todos nós estamos destinados.

· Por isto o Cristo iluminado nos disse: “Vós sois deuses” (Jo 10:34) e “nenhuma de minhas ovelhas se perderá” (Jo 18:9)

· Quanto a imortalidade de nossa alma, o Cristo foi mais claro ainda quando disse: “Eu sou a ressurreição e a vida e todo aquele que crê em mim mesmo que morrer viverá, e todo aquele que crê em mim não perecerá” (Jo 11:25)

· “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aqueles que podem fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10:28).

· Portanto, para o verdadeiro cristão, a morte nada tem de apavorante e não é mais a porta do nada, mas a porta da libertação que abre ao homem reformado entrada de uma nova morada de felicidade e paz.

· Se quisermos desfrutar de equilíbrio e paz no plano extra físico em nossas existências futuras, é indispensável alicerçar nossos atos e ações no amor cósmico e universal ensinado pelo Homem de Nazaré. A edificação do amor em nossos corações é o único roteiro capaz de nos conduzir perfeição espiritual a que nos destinamos. Não é bastante apenas crer na imortalidade da alma, inadiável é a luta que temos que travar dentro de nós mesmos procurando vencer nossos erros, vícios e defeitos.

· A idéia clara e precisa que temos da imortalidade nos dá a fé inabalável para o futuro.

· A nossa vida corporal passa a ser apenas uma passagem, uma curta estação neste planeta de provas e expiações! As dores e vicissitudes são passageiras, porque o determinismo de nossa evolução nos dirigirá a um estado de mais felicidade e ventura.

· Reformemos o quanto antes nossas vidas, afogando definitivamente o homem velho cheio de erros e defeitos, para que possa ressurgir um homem novo e feliz, harmonizado com o Cristo e com seu evangelho.

· “Porque aquele que quiser salvar sua vida, perdê-la-á, e quem perder sua vida por minha causa achá-la-á. Pois, o que aproveita ao homem ganhar o mundo, se perder sua alma?” (Mt 16:25-26)


OUTRAS EVIDÊNCIAS


INDIA

· Nos Vedas encontramos afirmati­vas claras sobre imortalidade da alma e a recriação:

· "Há uma parte imortal no Homem, o AGNI, ela é que é preciso rescal­dar com teus raios, inflamar com os teus fogos(...).

· (...)Assim como se deixam as vestes gastas, para usar novas vestes, também a alma deixa o corpo usado para recobrir novos corpos."

· Ainda na Índia, encontramos KRISHNA, educado por ascetas nas florestas do cume do Himalaia, inspirador de uma doutrina religiosa, na verdade um reformulador da Doutrina Védica. Deixa claro a idéia da imortalidade da alma, as reencarnações sucessivas, e a possibilidade de comunicação entre vivos e mortos:

· "O corpo envoltório da alma, que nele faz sua morada, é uma coisa finita, porém a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna."

· "Todo renascimento feliz ou infeliz é conseqüência das obras prati­cadas em vidas anteriores."

Egipto

No Egito, o culto aos mortos foi muito praticado. As Ciências psíquicas atuais eram familiares aos sacerdotes da época; o conheci­mento das formas fluídicas e do magnetismo eram comuns. O destino da alma, a comunicação com os mortos, a pluralidade das existências da alma e dos mundos habitados eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos. Egiptólogos modernos, estudando as pirâmides, os túmulos dos faraós, os papiros, deixam claro todos estes aspectos reconhecendo a grande sabedoria deste povo. Como em outras religiões, apenas os iniciados conheciam as grandes verdades, o povo, por interesse de po­der dos soberanos, praticamente mantinha-se ignorante a este respeito


China


Na China, vamos encontrar Lao-Tsé e Confúcio, 600 a 400 a.C., que com os seus discípulos (iniciados), mantinham no culto dos ante­passados a base de sua fé. Neste culto, a idéia da imortalidade e a possibilidade da evocação dos mortos era clara.


Israel


Cerca de 15 séculos antes de Cristo, Moisés, o grande legisla­dor hebreu, observando a ignorância e o despreparo de sue povo, pro­cura através de uma lei disciplinar, educar os hebreus com relação a evocação dos mortos. Se houve esta proibição, é claro que a evocação dos mortos era comum entre este povo da Antiguidade. Moisés assim se referiu:

"Que ninguém use de sortilégio e de encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade."

Não havia chegado o momento para tais revelações.

Estudando a vida de Moisés, vemos que ele era possuidor de uma mediunidade fabulosa que possibilitou o recebimento dos "Dez Mandamen­tos", no Sinai, que até hoje representa a base dos códigos de moral e ética no mundo.

Grécia

Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Vários filósofos, desta progressista civilização, se referem a estes fatos: Pitágoras (600 a.C.) Astófanes, Sófocles (400 a.C.) e a maravilhosa figura de Sócrates (400 a.C.). A idéia da unicidade de Deus, da pluralidade dos mundos habitados e da multiplicidade das existências era por eles transmitidas a todos os seus iniciados. Sócrates, o grande filósofo, aureolado por divinas claridades espirituais, tem uma existência que em algumas circunstâncias, aproxima-se da exemplificação do próprio Cristo:

"A alma quando despida do corpo, conserva evidentes, os traços de seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua vida."

Idade Média

A Idade Média foi uma época em que o estudo mais profundo da religião era praticado apenas por sociedades ultra-secretas. Milhares de vidas foram sacrificadas sob a acusação de feitiçaria, por evocarem os mortos.

Nesta época, tão triste para a Humanidade, em vários aspectos, podemos citar como uma grande figura, Joana D'arc, que guiando o povo francês, sob orientação de "suas vozes", deixou claro a possibilidade da comunicação entre os vivos e os mortos.

JESUS – Medium do amor por os inúmeros fenômenos mediúnicos de cura

O Espiritismo

Foi no século XIX (1848), na pacata cidade de Hydesville, no estado de New York (EUA), na casa da família Fox, que o fenômeno mediúnico começaria a ser conhecido em todo o mundo.

Chegara o momento em que todos as coisas deveriam ser restabelecidas. Foi quando surgiu no cenário terrestre, aquele que deu corpo Doutrina dos Espíritos: Hippolyte Léon Denizar Rivail, ou ALLAN KARDEC, como ficou conhecido.

Em 1855, com a idade de 51 anos, Kardec iniciou um tra­balho criterioso e científico sobre o fenômeno mediúnico e após alguns anos de estudos sistematizados lançou, em 18 de abril de 1857, O Livro dos Espíritos; em 1859 - O Que é o Espiritismo; em 1861 - O Livro dos Médiuns; em 1864 - O Evangelho Segundo o Espiritismo; em 1865 - O Céu e Inferno e em 1868 - A Gênese.

Graças ao sábio lionês tivemos a Codificação da Doutrina Espí­rita reconhecida como a Terceira Revelação, o Consolador Prometido por Jesus.

FONTES de Apoio: Ar Scientia

Centro Virtual Divulgação e Estudo do Espiritismo

Livro Depois da Morte de Leon Denis

História do Espiritismo

Portal do Espirito

Livros da Codificação Espirita

Victor Passos

  • Posted: Tuesday, 14 August 2007 11:35:06 GMT
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